O Transtorno do Espectro Autista é um Transtorno do Neurodesenvolvimento caracterizado por déficits persistentes na comunicação social e interação social em múltiplos contextos, incluindo déficits na reciprocidade social, em comportamentos não verbais de comunicação usados para interação social e em habilidades para desenvolver, manter e compreender relacionamentos. Ademais, requer a presença de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades.
Suspeito que meu filho(a) tenha TEA, com qual idade devo investigar a minha suspeita?
Quanto mais cedo fizer uma avaliação e tiver um diagnóstico ou uma hipótese diagnóstica, melhor! Os sintomas do Transtorno do Espectro do Autismo podem ser reconhecidos durante os dois primeiros anos de vida, embora possam ser observados antes dos doze meses de idade, se os atrasos do desenvolvimento forem mais graves, ou percebidos após os 24 meses se os sintomas forem mais sutis. A busca por diagnóstico precoce é fundamental para o conhecimento sobre o transtorno, para contribuir com melhores resultados na intervenção precoce, e assim possibilitar maiores progressos e os ganhos da criança.
Sou adulto(a) e suspeito ter TEA, é possível investigar?
Sim! A Avaliação Neuropsicológica contribui para que o médico dê um diagnóstico assertivo.
Como a Avaliação Neuropsicológica pode contribuir com o diagnóstico? Como funciona a avaliação?
A avaliação vai traçar esse perfil e dizer se sugere ou não a presença de TEA. A avaliação é realizada por meio de entrevistas, testes ou escalas. No final é elaborado um relatório descrevendo minuciosamente toda a avaliação que será encaminhada ao médico porque com esse relatório o médico consegue ter maior clareza do perfil do indivíduo para dar o diagnóstico.
A Avaliação Neuropsicológica fecha diagnóstico de TEA?
Não! A Avaliação Neuropsicológica não fecha diagnóstico, no entanto, a avaliação é imprescindível porque oferece ao médico uma descrição minuciosa o mais fidedigno possível do indivíduo. É com a ajuda da avaliação que o médico consegue dar um diagnóstico assertivo e beneficie a intervenção.
Por que ter um diagnóstico?
O diagnóstico oferece informações gerais sobre o indivíduo e ajudam a determinar um programa de tratamento eficaz. Ademais, proporciona um alívio para o indivíduo diagnosticado por proporcionar compreensão sobre seus comportamentos e também aos seus familiares por entenderem e ajudar na busca de auxílio e intervenção para melhor desenvolvimento. Por fim, o diagnóstico está relacionado as políticas públicas, então ter um diagnóstico deve assegurar alguns benefícios.
Sabrina David
Psicóloga Clínica - CRP 06/112679
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